terça-feira, 28 de julho de 2015

Créateur de destins 2

Créateur de destins 2


Pour demoiselle Filipa Carneiro:

Comme un bohémien j'ai doublé le cap
qui était enfin de cap docile
j'ai fait des tourments la bonne espérance
et l'Histoire d'un autre poème déjà fossille!

j'ai voyagé à travers les mers pour parvenir
au centre du tumultueux océan
qui séparait à peine et seulement la Mer
pleine de douleurs restant en second plan!

ansi, dans les entrelignes, de par les vers
j'ai fait de l'Adamastor un ami
j'ai construit des plaines dans plusieurs

sentiers de mer autrefois tempestueux
étant notre amitié ce que j'avère,
le plus beau mot que je poursuit, libre!


Sonet de par José Carlos Villar
Traduit par Isabelle Moringa

27-07-2015

CRIADOR DE DESTINOS 2

p/ Ilustre Amiga Filipa Carneiro:

como quem vadia, dobrei o cabo
que ao fim ao cabo era dócil!!!
das tormentas fiz a boa esperança
e a História d'outro poema é já fóssil!

cruzei mares até tentar chegar
ao centro do tortuoso oceano
que dividia apenas e somente o Mar
e era cheio de dores a ficarem em segundo plano!

assim, nas entrelinhas dos versos
tornei o "Adamastor" um amigo...
construí planícies nos diversos

trilhos do Mar outrora revolto,
sendo a amizade entre ambos o que digo
o mais pleno vocábulo que persigo, solto!!!

José Carlos Villar

22 - 07 - 2015

05:00 hs da madrugada

(rascunho)


segunda-feira, 27 de julho de 2015

O MEU AMOR ESTÁ APAIXONADO POR TI!

O MEU AMOR ESTÁ APAIXONADO POR TI!

é pela noite que eu danço e estremeço com a lua, lá, alta, tão segura e luminosa!!!
estremeço pois sinto o arrepio da morte a resvalar nas minhas veias como sanguessuga...
... tenho medo. tenho aquela força do meu amor que está apaixonado por ti!
subitamente silencio o tremor e escorrego nas águas trémulas da fonte e é como naufragar no teu ventre com placidez e ternura!
... minha amada distante, quando te digo aquelas coisas que nem eu mesmo sei onde plagio, é por tão só não ter as palavras certas para te dizer que na minha realidade que também sonha que te desejo.
... é nessa enfermidade obscena que me desnudo e transfiguro qual lobisomem e uivo à alegria para te encantar! ... tentara eu serenar e cantar-te o poema da vida quando calo. é nesse gesto parado da boca que vou ao teu encontro e te beijo ... e te beijo... e mais nada.

José Carlos Villar
12 - 08 - 14

Mon amour est passionné de toi

c'est par la nuit que je danse et frémis avec la lune, au delà, bien haute, certaine et éclairée!!!
je frémis puisque je sens le frisson de la mort s'écroulant dans mes veines comme une sanguessue...
j'ai peur... j'ai la force de mon amour qui est passionné de toi...
j'étouffe soudain le frisson et je glisse dans les eaux troubles de la fontaine et c'est comme un naufrage dans ton ventre, placide et tendre!
ma lointaine bien aimée, quand je dis ces choses que ni moi-même sais-je où je les cherche, c'est seulement ne pas avoir les mots sûrs pour te dire que dans mon réel qui rêve aussi je te désire.
c'est dans cet handicap obscène que je me dévoile et transforme tel un loup garou et je hurle au bonheur pour t'enchanter!... puis-je mon âme sereine te chanter le poème de la vie quand je mue...
c'est de par un geste étrein dans mes lèvres que je te rejoins... et t'embrasse... et plus rien.


Traduction d'Isabelle Moringa (poésie de José Carlos Villar)
2-11-14~


domingo, 26 de julho de 2015

GENTE - da História às histórias - Improviso

GENTE

não há gente melhor para descrever a gente do que a gente!
ultrapasso os ritmos ensaiados deambulantes e tombo secreto na quietude de uma noite surda... viajo as viagens da gente com quem privo, tornando-as minhas para contar-lhes a história nas palavras que , viciadas, domam a véspera do diurno tempero sem menu para desatar a gente do travesseiro!
nas doces traquinices de menino feliz, digo-lhes coisas... pois as coisas podem obter-se, mas os sentimentos só o sonho pode comprar!!!
amigos sem destino; navegantes na tormenta, temos o alibi perfeito para desnudar o segredo da gente... conto-lhes coisas que não vivi, lugares onde nem fui e dou em nenhures o palco desta peça onde só a verdade e o excesso dela mora. a felicidade é o excesso da alegria! boa noite...

 José Carlos Villar
27 - 07-2015

01:40 hs

(Improviso)


quinta-feira, 23 de julho de 2015

PARTIDA - Sophia de Mello Breyner Andresen

PARTIDA

I
Como uma flor incerta entre os teus dedos
Há a harmonia dum bailar sem fim,
E tens o silêncio indizível dum jardim
Invadido de luar e de segredos.

II
Nas tuas mãos trazias o meu mundo.
Para mim dos teus gestos escorriam
Estrelas infinitas, mar sem fundo
E nos teus olhos os mitos principiam.
Em ti eu conheci jardins distantes
E disseste-me a vida dos rochedos
E juntos penetrámos nos segredos
Das vozes dos silêncios dos instantes.

III
Os teus olhos são lagos e são fontes,
E em todo o seu ser existe
O sonho grave, nítido e triste
De uma paisagem de pinhais e montes.
Na tua voz as palavras são nocturnas
E todas as coisas graves, grandes, taciturnas
A ti são semelhantes.

Sophia de Mello Breyner Andresen
(1919-2004)
No "Dia do Mar"


terça-feira, 21 de julho de 2015

CRIADOR DE DESTINOS 2

CRIADOR DE DESTINOS 2

p/ Ilustre Amiga Filipa Carneiro:

como quem vadia, dobrei o cabo
que ao fim ao cabo era dócil!!!
das tormentas fiz a boa esperança
e a História d'outro poema é já fóssil!

cruzei mares ate tentar chegar
ao centro do tortuoso oceano
que dividia apenas e somente o Mar
e era cheio de dores a ficaram em segundo plano!

assim, nas entrelinhas dos versos
tornei o "Adamastor" um amigo...
construí planícies nos diversos

trilhos do Mar outrora revolto,
sendo a amizade entre ambos o que digo
o mais pleno vocábulo que persigo, solto!!!

José Carlos Villar

22 - 07 - 2015

05:00 hs da madrugada

(rascunho)




CRÉATEUR DE DESTINS
À Demoiselle Filipa Carneiro:

dans une mer d’imenses talents voilés
où les eaux se rendent aux vents,
surgit un spectre Adamastor parmi  les silhouettes
qui s’étendaient en tristes tourmants!

le Géant était cultivé… heureusement diplômé!
courbé dans son trône montrant son pouvoir
aux mortelles victimes d’un Destin, «Fatum»
construit de par les amis du savoir.

tombent les lois maudites du Destin
qui sont la raison des critiques que je signe
même s’il ne reste que le jugement ulltime.

puis éprouver de la jalousie vis à vis d’un être supérieur,
est une force que j’essaie de feindre avec pudeur!
c’est sentir comme assouvi  ce que je n’ai pas encore senti!

José Carlos Villar

In FRAGMENTOS

 1997

Écrit en 1994
Traduction d’Isabelle Moringa


bisou !!!

terça-feira, 2 de junho de 2015

O PIOR POEMA DA TUA VIDA


O PIOR POEMA DA TUA VIDA

- (rascunho) -


... a tarde é inquilina do poente
onde se esconde a tua voz doída...
cantas num perpétuo passado recente
a véspera de um fado que ninguém sente
mas o mesmo que já trazias à saída!

... cansado do teu regresso 
acalento na alma a dor...
é um sítio calmo, este, o de hoje...
um anjo dourado que me foge;
uma denúncia cadente aliada ao desamor...
... sim. talvez o antecipado verso
que te rasga, sufoca, inclinado para longe
e mata o que em nós teve endereço.. 
... e valor!

... quanto mais te não vejo menos sinto saudade!
não quero as palavras repetidas.
sou o mesmo sem nenhuma verdade
quanto as mentiras se tornam traídas!

... já não bebo o veneno do ócio
nem quero os vícios ancorados
numa doença que se quer castigo,
autónoma, triste... o encanto dos demorados
mistérios noturnos onde realizas tua loucura!
... não. nem o mesmo tecto, nem o teu abrigo!
... ele há coisas que não dão mistura... 
estão prenhes de sentido nem trazem ternura!



sem ti sou igual. nem mais nem melhor!
os mesmos amigos que não busco nem esqueço.
não procuro companhia na fonte cheia de sede!!!
... talvez seja este o castigo que mereço.
... talvez a coroação do que te confesso,
aqui, só como convém! ... 
afinal a que se deve
o prazer deste sufoco entediado com preço
senão a busca da identidade encontrada
nas mesmas pedras duma rua por ambos pisada?

... mas não quero caminhar a teu lado.
dizia o "Velho" num soneto!!! esta a sentença:
ser-se abandonado na tua presença!!!

José Carlos Villar

02-06-2015




sexta-feira, 15 de maio de 2015

AS CORES DA POESIA

AS CORES DA POESIA

Aos alunos da Turma 10º F 
da Escola Secundária de Freamunde.


Algures, entre o Néon e a brisa, sonhava-se a conquista do Ser...
O Mar prenhe de Lua  envolvia todo o horizonte... infinito!!!
Havia magia suficiente para se manter vivo o Sonho.
Contudo… a Luz ofuscava e só o Farol dava as direções ao Poeta!!!
Havia toda uma vontade de expansão... e
Assim como os poemas, abria-se um caminho novo para a descoberta.

Eram sorrisos «como as cores de outra "coisa" qualquer», lembrava O Velho do Cachimbo... sereno ... muito plácido ...
Ele conhecia as marés... Amanhecia
E tudo se tornava claro!
O Poeta dizia: «a gente tem de sonhar... senão as "coisas" não acontecem» !!!
... E tudo ficou simples...

- «As cores da poesia são tão verdadeiras como as cores de outra "coisa" qualquer!» e … Havia magia suficiente em bastar-se inteiro!!! Dizia, repetidamente, O Velho do Cachimbo
Aos jovens que queriam aprender!
… E aprendiam!

- Outro Mestre, O Fernando Pessoa Dizia : "Tenho pensamentos
que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens".

- E eu…
Eu gosto é do Amor!!!
Não sonham como estou tão Feliz por me chamarem
Aqui!!!
José Carlos Villar

14-05-2015.



terça-feira, 14 de abril de 2015

PESSOA - dissertação poética

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
... se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)
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