HOJE
leio a tua voz nas entrelinhas do timbre que segura o desejo de escutar e naufraga na vontade da partilha... vozes roucas por tanto procurarem o grito... vozes moucas que só ouvem o seu umbigo, são nefastas e castram o trilho...
de tanto gritar fiquei aflito... de tanto falar nos caracteres dissolvi o desejo nesta busca incessante de te perder... fui longe para te buscar... notei que o caminho é inseguro... perdi a força mas ganhei a coragem...
hoje é o dia em que canto o nosso amor e componho um destino para quem como nós só sabe amar.
hoje é o dia em que a memória tem impressa o teu nome: mulher!
e se cantei é por que te quero...
se me perdi ao buscar-te é porque te encontrei...
hoje já não preciso de certezas... as dúvidas, deixo-as ao acaso do alheio...
hoje é o dia em que te beijo e sinto nos lábios o sabor agridoce de um futuro comum!
hoje?
só eu e tu!!!
José Carlos Villar
Um hoje sem tréguas... Uma escrita sinuosa que se parece tanto com os labirintos da mente humana.... Parabéns! :-)
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