Este quarto longe… uma cama em silêncio.
Tu, na tua cadeira e um múrmuro gemido, suponho.
Ambos secretos no saber, aprendizes do prazer
Iniciámos o caminho noite dentro pela manhã
Até que a alba faça renascer tudo o que houve e será!
É o equilíbrio das vozes dançantes num resgate
De prazeres contraídos numa cadeia de palavras
Soletradas ao sabor da vontade… sem mentira; sem verdade.
É,deveras, tudo isso – o susto ancorado – e a memória
trazida
De momentos audaciosos na troca de olhares cruzados
Em ecrã revelador. Sou mais feliz quando escrevo isto,
Se cresço ou não, insisto, não resisto!
Essa flecha a atravessar os corpos e a nudez das palavras…
… a voz fechada numa alça caída em pele caiada.
Não sei mais quem fui. Não quero o passado.
Dentro de mim teu rio dilui
A véspera dum leito já partilhado. Sempre tu a renascer, a
acordar…
- olá, bom dia!
- bom dia, como estás?
(…) de tudo o que vivi isto é bem melhor do que previa;
Se estás ou não estás não sei.
Há que tempos te diria e não via
As palavras que te dei! (…) – mergulhei? Ousei?
O rio pára suspenso no dialeto que aprendi quando as bocas
salivando
Se mostraram fiéis à vindoura madrugada e, a aurora é o Céu
E é teu, o nome é teu… e eu.
José Carlos Villar
04 – 07 – 2018
00:43 hs